Pontal da Cruz

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No canto sul existe um pier de onde a garotada adora se diverte pulando no mar.

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Em seu entorno existe uma ciclovia e pista para caminhada, garantindo um cooper com vista privilegiada para o canal de São Sebastião e Ilhabela.

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Na ponta sul da praia, encontra-se uma cruz sobre as pedras que faz parte da lenda mais famosa da região, a Lenda do amor ou, como é mais conhecida, Lenda do Pontal da Cruz.

 

 

 

Lenda do Amor ou Lenda do Pontal da Cruz

por Manuel Hipólito do Rego

Em uma casinha, entre coqueiros e laranjeiras, bem perto dessa ponta, vivia um velho pescador, em companhia de uma de uma filha de grande beleza e incomparável bondade.

Dela se enamorou um guapo rapaz habitante da Ilha em frente. Para vê-la todas as tardes, atravessava o canal em frágil canoa. E, enlevados viviam os dois, felizes como ninguém mais podia ser.

Em certo dia, porém, passou por ali um outro rapaz, vindo da Corte, filho de um cirurgião que vivia na cidade. Era maneiroso, romântico, atraente. Também enamorou-se da filha do velho pescador. Prometeu-lhe casamento.

Nova paixão nasceu no coração da moça, que passou a ficar triste e a definhar. Era o choque de sentimentos em seu coração sem maldade.

Já as tardes não eram formosas para o namorado que atravessava o canal em frágil canoa. Desesperava-se coma moléstia da namorada. Procurava remédios por toda a parte.

Percebendo porém a causa da tristeza da moça, e pensando mais na felicidade dela do que na sua, tomou uma trágica resolução, oferecendo-se em holocausto ao que parecia ser a salvação de sua amada.

Em uma tarde agitada pelas brisas do norte, tomando a canoa de volta para a Ilha, abandonou o remo e a vela, deixou a pequena embarcação sem governo, entregue ao vento e ás ondas. Uma rajada mais forte virou a canoa e o pobre rapaz pereceu afogado.

No dia seguinte foi seu corpo encontrado sobre as pedras da ponta. De saudade morreu a moça e nas pedras dessa ponta, em memória daquele sacrifício, erigiram uma cruz de pedra, e perto dela, juntinhos, nasceram dois abricoeiros, que lá ainda estão como símbolos daquele amor sem igual, que acabou em sacrifício e saudade.

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Lenda descrita originalmente por Manoel Hipólito do Rego e foi reproduzida em um artigo de 1951, cujo original se encontra aqui.